quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Amo-te...






De tanto dizer gastei a palavra
e o que importa este sentir
se o silêncio 
sem voz nem som que aqui chegue
a transformou em nostalgia

de tanta ausência gastei o sorriso
e que beleza tem um rosto
onde a saudade do tempo e dos segredos
tirou o lugar e  magia
aquele sorriso cúmplice

gastas as palavras e os sorrisos
sem saber onde tocar
abraçar
olhar
e amar
deixo a musica a tocar
para me parecer que voltas


Nani Carvalho

Fevereiro 2017
















6 comentários:

  1. Se Tu Viesses Ver-me...

    Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
    A essa hora dos mágicos cansaços,
    Quando a noite de manso se avizinha,
    E me prendesses toda nos teus braços...

    Quando me lembra: esse sabor que tinha
    A tua boca... o eco dos teus passos...
    O teu riso de fonte... os teus abraços...
    Os teus beijos... a tua mão na minha...

    Se tu viesses quando, linda e louca,
    Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
    E é de seda vermelha e canta e ri

    E é como um cravo ao sol a minha boca...
    Quando os olhos se me cerram de desejo...
    E os meus braços se estendem para ti...

    Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

    Gostei do que li, Nani.;)

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  2. Amo-te...um poema que pára a respiração. Fabuloso.

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  3. Respostas
    1. Suposto os comentários serem sobre o poema ;)
      Obrigada Anónimo... e quando quiser viajar,posso dar dicas
      ;)

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  4. Separación - Manuel Altolaguirre

    Mi soledad llevo dentro,
    torre de ciegas ventanas.

    Cuando mis brazos extiendo
    abro sus puertas de entrada
    y doy camino alfombrado
    al que quiera visitarla.
    Pintó el recuerdo los cuadros
    que decoran sus estancias.
    Allí mis pasadas dichas
    con mi pena de hoy contrastan.

    ¡Qué juntos los dos estábamos!
    ¿Quién el cuerpo? ¿Quién el alma?
    Nuestra separación última,
    ¡qué muerte fue tan amarga!

    Ahora dentro de mí llevo
    mi alta soledad delgada.

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